Hoje, almoçando com amigos, o assunto na mesa girou em torno das maneiras de deixar o filhote para trabalhar. Uma das presentes, também mãe, contava de sua experiência com a creche da USP, onde seu filho de um ano e dois meses está matriculado. Mal saiu do período de adaptação e a creche entrou em greve. Mas antes disso esta mãe confessou que ficou bastante mal impressionada com a instituição, que para ela pareceu um depósito de bebês. Nenhuma atividade é destinada a eles e, segundo ela, pouca atenção lhes é dada. Apenas se chorarem...
Lembrei de outra amiga que conseguiu no começo do ano vaga para a filha, que tem a mesma idade, numa creche municipal. Logo de cara ela estranhou o cardápio, com frutas apenas duas vezes por semana e sobremesas cheias de açúcar, como arroz doce. Para evitar que a filha comesse guloseimas, antes de ter condições para isso, teve de obter um atestado médico. E, assim, a menina passou a comer bolacha de água e sal enquanto os outros se lambuzam com os inocentes docinhos... Outro problema da tal creche é a ausência de espaço onde tomar sol. Desde que foi matriculada a menina já teve várias doenças e, por conta disso, ficou três meses sem ganhar peso. Até que o pai perdeu o emprego e passou a cuidar da filha.
O fato de eu ter uma bolsa de doutorado, não ter trabalho fixo e o pai ser profissional liberal e poder definir seus horários nos permite ter o privilégio de cuidarmos, nós mesmos, da O. No entanto, quando o doutorado (e a bolsa) terminarem, terei de encontrar outra forma de remuneração. E então, o que faremos com a O.?
Esta dúvida tem me angustiado bastante. Os pediatras acreditam ser melhor para o bebê evitar frequentar escolinhas e creches até os dois anos de idade, quando o sistema imunológico da criança está mais maduro para defendê-la das doenças e ela é capaz de interagir com as outras crianças. A alternativa seria uma babá? Não gosto da idéia de um estranho cuidar de minha filha, no papel que deveria ser meu e do pai. Não é por ciúme não. O fato é que criança dá trabalho e acho muito difícil que uma pessoa cuide bem de um bebê, varie a alimentação, evite televisão e não perca a paciência. Pode até ser que haja profissionais capacitados para isso, mas acredito que eu não poderia pagar o que merecem. E, mesmo que pudesse, acho importante que essa pessoa seja supervisionada por alguém da família, só que não temos ninguém por perto para tal finalidade...
Mas a hora de me separar da O. vai chegar, mais dia menos dia, e teremos de encontrar alguma solução. Qualquer escolha tem prós e contras, portanto teremos de refletir muito sobre o impacto de cada uma no desenvolvimento da nossa filha. Tarefa bem dura essa...
Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bebê. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 2 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
O (verdadeiro) espetáculo do crescimento
Sabe aquele bebezinho que nasceu outro dia mesmo, que parecia tão alheio a este mundo extra útero, que mamava a cada três horas, que pouco ficava acordado?
O tal bebezinho virou uma pessoinha, tal qual uma lagarta vira uma borboleta: assim, de repente mas não num piscar de olhos, pouco a pouco porém como num passe de mágica, dia-à-dia contudo de momento para o outro...
Trocando em miúdos, quero dizer com isso que nossa menininha já brinca sozinha, emite algumas dezenas de vocábulos, dá gritinhos de felicidade, nos chama quando acorda, come diversas frutas sozinha, dá tchauzinho, se espreguiça quando ouve: "estica, estica!", sorri ao se ver no espelho, joga fora o que não quer mais, mostra a língua ao ver a nossa e deixa muito claro quando não gosta de algo. E tudo isso (e muito mais) ela aprendeu em menos de 8 meses!
É espantoso ver como aquele serzinho, tão dependente outrora, já é um indivíduo com desejos e preferências, vontade própria e muita personalidade. O desenvolvimento é constante, diário, e mesmo os que convivem com ela tão intensamente quanto eu ou o pai ficam assombrados com tamanha evolução. Num dia olha um movimento nosso com atenção. Dois dias depois já é capaz de repetir o mesmo gesto, a mesma intenção.
Um espetáculo bem bonito de se ver e de acompanhar.
O tal bebezinho virou uma pessoinha, tal qual uma lagarta vira uma borboleta: assim, de repente mas não num piscar de olhos, pouco a pouco porém como num passe de mágica, dia-à-dia contudo de momento para o outro...
Trocando em miúdos, quero dizer com isso que nossa menininha já brinca sozinha, emite algumas dezenas de vocábulos, dá gritinhos de felicidade, nos chama quando acorda, come diversas frutas sozinha, dá tchauzinho, se espreguiça quando ouve: "estica, estica!", sorri ao se ver no espelho, joga fora o que não quer mais, mostra a língua ao ver a nossa e deixa muito claro quando não gosta de algo. E tudo isso (e muito mais) ela aprendeu em menos de 8 meses!
É espantoso ver como aquele serzinho, tão dependente outrora, já é um indivíduo com desejos e preferências, vontade própria e muita personalidade. O desenvolvimento é constante, diário, e mesmo os que convivem com ela tão intensamente quanto eu ou o pai ficam assombrados com tamanha evolução. Num dia olha um movimento nosso com atenção. Dois dias depois já é capaz de repetir o mesmo gesto, a mesma intenção.
Um espetáculo bem bonito de se ver e de acompanhar.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
7
Sexta-feira nossa pequena completou 7 meses. As novidades são as seguintes:
- Não tem paciência de ficar de bruços e reclama quando colocada nessa posição.
- Está falando sílabas: Bá-bá-bá, Dá-dá-dá.
- Conversa muito com seus brinquedos.
- Adora chocalhos e tambores, ou qualquer coisa que produza som a partir do seu próprio estímulo.
- Posa para as câmeras!
- Faz três refeições por dia além das mamadas.
- Já come muitas coisas sozinha: pão, uva passa, mexerica, grãos de arroz.
- Dá sorrisos deliciosos para quem ela reconhece: pai, mãe, avós, brinquedos preferidos...
- Adora música. Fica vidrada com a televisão.
- Balança o tempo todo que está no colo de alguém, é elétrica!
- Detesta trocar de roupa e transformou a troca de fraldas numa verdadeira gincana...
- Chupa cada vez menos o dedo.
E está cada dia mais charmosa...
Enquanto isso, mamãe conseguiu terminar suas análises e já poderá começar a escrever a tese, se o orientador não atrapalhar...
- Não tem paciência de ficar de bruços e reclama quando colocada nessa posição.
- Está falando sílabas: Bá-bá-bá, Dá-dá-dá.
- Conversa muito com seus brinquedos.
- Adora chocalhos e tambores, ou qualquer coisa que produza som a partir do seu próprio estímulo.
- Posa para as câmeras!
- Faz três refeições por dia além das mamadas.
- Já come muitas coisas sozinha: pão, uva passa, mexerica, grãos de arroz.
- Dá sorrisos deliciosos para quem ela reconhece: pai, mãe, avós, brinquedos preferidos...
- Adora música. Fica vidrada com a televisão.
- Balança o tempo todo que está no colo de alguém, é elétrica!
- Detesta trocar de roupa e transformou a troca de fraldas numa verdadeira gincana...
- Chupa cada vez menos o dedo.
E está cada dia mais charmosa...
Enquanto isso, mamãe conseguiu terminar suas análises e já poderá começar a escrever a tese, se o orientador não atrapalhar...
Marcadores:
bebê,
desenvolvimento do bebê,
doutorado
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Brrr!
A O. aumentou bem seu vocabulário. Além do famoso Agu e do constante Hum-hum, somam-se novos vocábulos, a saber:
- Ihi
- Ete
- Abububu
- É-é-é
- Brrrr (este costuma vir acompanhado de cuspidas de saliva, alimento, leite...)
- Grrr (este bem gutural, sai do fundo da garganta!)
Agora, o melhor foi descobrir que ela tem uma língua acrobata. Ela faz movimentos com a língua bizarros, pode dobrá-la de várias maneiras e gosta muito de deixá-la perpendicular ao céu da boca.
Bem que eu tentei, mas não consigo acompanhar...
- Ihi
- Ete
- Abububu
- É-é-é
- Brrrr (este costuma vir acompanhado de cuspidas de saliva, alimento, leite...)
- Grrr (este bem gutural, sai do fundo da garganta!)
Agora, o melhor foi descobrir que ela tem uma língua acrobata. Ela faz movimentos com a língua bizarros, pode dobrá-la de várias maneiras e gosta muito de deixá-la perpendicular ao céu da boca.
Bem que eu tentei, mas não consigo acompanhar...
terça-feira, 2 de junho de 2009
O poder do choro
A O. descobriu como se coloca a boca no mundo... e tem feito barulho!
Este fim-de-semana era aniversário de duas das três bisavós e do único priminho. Festas demais, gente demais e descanso de menos... Ela não teve dúvidas, pediu pra sair de cada uma delas. Em alto em bom som!
Agora deu pra chorar por qualquer coisinha: quando quer sair do berço, quer sair do Bumbo, do carrinho... Cansou, chorou! Não sei se tem a ver com os dentinhos, mas o fato é que depois de seis meses de bebê tranquilo, que só resmungava um pouquinho quando estava com fome ou fralda suja, agora nossa pequena tem demonstrado seu poder de persuasão. E como convence a menina!
Este fim-de-semana era aniversário de duas das três bisavós e do único priminho. Festas demais, gente demais e descanso de menos... Ela não teve dúvidas, pediu pra sair de cada uma delas. Em alto em bom som!
Agora deu pra chorar por qualquer coisinha: quando quer sair do berço, quer sair do Bumbo, do carrinho... Cansou, chorou! Não sei se tem a ver com os dentinhos, mas o fato é que depois de seis meses de bebê tranquilo, que só resmungava um pouquinho quando estava com fome ou fralda suja, agora nossa pequena tem demonstrado seu poder de persuasão. E como convence a menina!
Marcadores:
aniversário,
bebê,
dentes,
desenvolvimento do bebê
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Brincadeiras
Nossa menininha está cada dia mais atenta.
Ontem ficou muito impressionada com a luz do sol entrando pela janela do seu quarto, passando pela cortina de crochet e fazendo desenhos na parede. Olhava embevecida, como se fosse a coisa mais bonita do mundo. Os fachos de luz ficavam logo atrás da minha cabeça, então percebi que ela achava graça especialmente quando eu me movimentava e os desenhos passavam da parede para o meu rosto, para voltar à parede novamente. Passou longos minutos nessa observação.
Mais tarde, deixei-a dentro do berço sentadinha com seus bichinhos. Ela logo se entreteve com eles e pude sair rapidamente. Quando voltei ela fez uma festa! Ela já percebe que as coisas aparecem e desaparecem. Então me escondi atrás do berço, onde ela não me via. E reapareci no mesmo local. Fiz isso várias vezes. Em todas, ela tomava um sustinho e logo ria. Suas risadas foram virando gargalhadas quanto mais eu repetia o jogo.
Que belo é acompanhar seu descobrir do mundo!
Ontem ficou muito impressionada com a luz do sol entrando pela janela do seu quarto, passando pela cortina de crochet e fazendo desenhos na parede. Olhava embevecida, como se fosse a coisa mais bonita do mundo. Os fachos de luz ficavam logo atrás da minha cabeça, então percebi que ela achava graça especialmente quando eu me movimentava e os desenhos passavam da parede para o meu rosto, para voltar à parede novamente. Passou longos minutos nessa observação.
Mais tarde, deixei-a dentro do berço sentadinha com seus bichinhos. Ela logo se entreteve com eles e pude sair rapidamente. Quando voltei ela fez uma festa! Ela já percebe que as coisas aparecem e desaparecem. Então me escondi atrás do berço, onde ela não me via. E reapareci no mesmo local. Fiz isso várias vezes. Em todas, ela tomava um sustinho e logo ria. Suas risadas foram virando gargalhadas quanto mais eu repetia o jogo.
Que belo é acompanhar seu descobrir do mundo!
Marcadores:
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Uma e outra
Terminei a análise de uma das favelas. Estou tentando imprimir os desenhos da outra, mas nao sei por que não os consigo enviar por email para a plotadora. Tentarei em mais de um email, dividindo assim os arquivos...
Enquanto isso a O. trabalha explorando seus brinquedos. Conversa com eles, dá gritos de alegria, bate as mãozinhas. É assim que trabalha! Às vezes olha para mim e sorri. Quando sorrio de volta, ela volta à brincar. Muito concentrada, por sinal...
Enquanto isso a O. trabalha explorando seus brinquedos. Conversa com eles, dá gritos de alegria, bate as mãozinhas. É assim que trabalha! Às vezes olha para mim e sorri. Quando sorrio de volta, ela volta à brincar. Muito concentrada, por sinal...
Marcadores:
bebê,
brinquedos,
desenvolvimento do bebê,
doutorado
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Métodos para criar bebês!
Assim que a O. nasceu e as dúvidas de pais de primeira viagem surgiram, fomos atrás de métodos para entender e agir com bebês. Nossa primeira aquisição foi "Os segredos de uma encantadora de bebês", de Tracy Hogg . A autora neste livro jura que é possível criar uma rotina para os bebês desde que nascem. Nunca conseguimos, mas aproveitamos outras dicas do livro e, graças à elas, a O. dorme sozinha em seu berço desde os quatro meses, sem chorar. Escapamos do método "Nana nenê", aquele em que se indica deixar a criança chorando no berço até que ela aprenda, sozinha, a dormir. Outra coisa que aprendemos foi que o bebê tem um ciclo de mamar, brincar e dormir e, embora ainda não tenhamos uma rotina bem definida, esse ciclo é quase sempre respeitado. Com isso, evitamos criar hábitos como deixar o bebê dormir mamando e dar de mamar a cada resmunguinho.
Um dia a Pri apareceu aqui em casa com vários livros, entre eles "Soluções para noites sem choro" de Elisabeth Pantley. Com ele, aprendemos bastante sobre o ciclo de sono noturno e sonecas diurnas do bebê e descobrimos que somos bastante felizardos ao ler os depoimentos de pais que realmente têm problemas de sono com seus filhos... Além dele, ela nos emprestou o maravilhoso "Shantala", de F. Leboyer e o clássico brasileiro "A vida do bebê", do Dr. Delamare. Por um bom tempo fizemos massagem na O. seguindo os ensinamentos do Leboyer. Já o Delamare tem coisas engraçadas, curiosas e ultrapassadas como a orientação de deixar o bebê em quarto escuro nos três primeiros meses...
Há outros livros que exploramos, como este outro de massagem em bebês e mais recentemente, da mesma coleção, este que ensina o método Pekip de estimular bebês brincando. Suas brincadeiras são bem interessantes e com brinquedos feitos em casa, criativos. Mas com o doutorado engrenando tenho dedicado menos tempo a estas aventuras... Ultimamente minha bíblia tem sido "O bebê: primeiro ano de vida do seu filho", das mesmas autoras que tem um livro semelhante para a gravidez, que a Pri me emprestou e eu devorei nos últimos meses de gestação!
Porém, as coisas só foram entrando nos eixos aqui em casa quando deixei os métodos de lado e passei a me guiar pelo instinto. Todos os dias ainda tenho meus momentos de insegurança, mas estou certamente mais tranquila desde que me convenci de que a mãe tem dentro de si todas as respostas. Ainda assim, não resisto e folheio um ou outro método de vez em quando!
Um dia a Pri apareceu aqui em casa com vários livros, entre eles "Soluções para noites sem choro" de Elisabeth Pantley. Com ele, aprendemos bastante sobre o ciclo de sono noturno e sonecas diurnas do bebê e descobrimos que somos bastante felizardos ao ler os depoimentos de pais que realmente têm problemas de sono com seus filhos... Além dele, ela nos emprestou o maravilhoso "Shantala", de F. Leboyer e o clássico brasileiro "A vida do bebê", do Dr. Delamare. Por um bom tempo fizemos massagem na O. seguindo os ensinamentos do Leboyer. Já o Delamare tem coisas engraçadas, curiosas e ultrapassadas como a orientação de deixar o bebê em quarto escuro nos três primeiros meses...
Há outros livros que exploramos, como este outro de massagem em bebês e mais recentemente, da mesma coleção, este que ensina o método Pekip de estimular bebês brincando. Suas brincadeiras são bem interessantes e com brinquedos feitos em casa, criativos. Mas com o doutorado engrenando tenho dedicado menos tempo a estas aventuras... Ultimamente minha bíblia tem sido "O bebê: primeiro ano de vida do seu filho", das mesmas autoras que tem um livro semelhante para a gravidez, que a Pri me emprestou e eu devorei nos últimos meses de gestação!
Porém, as coisas só foram entrando nos eixos aqui em casa quando deixei os métodos de lado e passei a me guiar pelo instinto. Todos os dias ainda tenho meus momentos de insegurança, mas estou certamente mais tranquila desde que me convenci de que a mãe tem dentro de si todas as respostas. Ainda assim, não resisto e folheio um ou outro método de vez em quando!
Marcadores:
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê,
livros,
puericultura
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Nós vamos...
levar a O. para ver arte para crianças!
Marcadores:
artes visuais,
bebê,
belo,
programa cultural
terça-feira, 12 de maio de 2009
6 Meses!
Ontem à noite, ao tirar a O. do berço para sua mamada noturna antes que eu me deitasse, fui surpreendida por uma reclamação. Não procurou o seio avidamente como de costume e, quando eu a posicionei para mamar, ela sugou um pouco e logo choramingou novamente, com os olhos fechados num mal humor típico de quem está com sono.
Dormiu até mais tarde hoje de manhã, acordou às 6h30. Meia hora à mais que já fez a mãe se sentir como se tivesse dormido a manhã inteira!
Será esse comportamento um sinal de que a mamada noturna chegou ao fim? Assim, sem crises, sem reclamações?
Os primeiros três meses foram bastante puxados por conta das mamadas a cada 2, 3 horas. Mesmo assim, a O. nem chorava, eu só escutava ela lambendo as mãozinhas avidamente e já sabia que estava com fome! Terminava de mamar já em sono profundo, demonstrando muito cedo já saber a diferença do dia e da noite desde a segunda semana de vida... Era lindo ver o biquinho que fazia quando estava saciada, jogando o corpinho pra trás!
Mais tarde, reduziu para duas mamadas apenas durante a noite, quando eu passei a dormir melhor. Lembro que eram por volta de duas e cinco da manhã, muitas vezes eu mesma acordava antes dela, uns 10, 5 minutos, numa sincronia incrível!
Quando passou a mamar apenas uma vez por noite, lá pelas 2h00, resolvi interferir. Passei a amamentá-la às 23h30 regularmente e ela não acordava mais, até as seis da manhã. Era o fim da livre demanda noturna, para melhoria do humor da mamãe...
E esta noite, quando ela recusou a mamada, senti um nó na garganta. Caiu a ficha de que uma fase importante estava se encerrando e outra começando. Interessante acontecer na véspera de completar 6 meses, meio ano de vida.
A cada dia que passa minha filhinha está menos dependente de mim. Está crescendo linda e sadia, aprendeu muito nessa sua curta e intensa vidinha. Ainda assim, vez por outra, chora por um colinho, como agora... Já vou, meu amor!
Dormiu até mais tarde hoje de manhã, acordou às 6h30. Meia hora à mais que já fez a mãe se sentir como se tivesse dormido a manhã inteira!
Será esse comportamento um sinal de que a mamada noturna chegou ao fim? Assim, sem crises, sem reclamações?
Os primeiros três meses foram bastante puxados por conta das mamadas a cada 2, 3 horas. Mesmo assim, a O. nem chorava, eu só escutava ela lambendo as mãozinhas avidamente e já sabia que estava com fome! Terminava de mamar já em sono profundo, demonstrando muito cedo já saber a diferença do dia e da noite desde a segunda semana de vida... Era lindo ver o biquinho que fazia quando estava saciada, jogando o corpinho pra trás!
Mais tarde, reduziu para duas mamadas apenas durante a noite, quando eu passei a dormir melhor. Lembro que eram por volta de duas e cinco da manhã, muitas vezes eu mesma acordava antes dela, uns 10, 5 minutos, numa sincronia incrível!
Quando passou a mamar apenas uma vez por noite, lá pelas 2h00, resolvi interferir. Passei a amamentá-la às 23h30 regularmente e ela não acordava mais, até as seis da manhã. Era o fim da livre demanda noturna, para melhoria do humor da mamãe...
E esta noite, quando ela recusou a mamada, senti um nó na garganta. Caiu a ficha de que uma fase importante estava se encerrando e outra começando. Interessante acontecer na véspera de completar 6 meses, meio ano de vida.
A cada dia que passa minha filhinha está menos dependente de mim. Está crescendo linda e sadia, aprendeu muito nessa sua curta e intensa vidinha. Ainda assim, vez por outra, chora por um colinho, como agora... Já vou, meu amor!
Marcadores:
amamentação,
bebê,
desenvolvimento do bebê,
sono
sábado, 9 de maio de 2009
Delícia
Hoje é um dia memorável: véspera de meu primeiro dia das mães e primeira vez que a O. experimentou uma papa de frutas. Não só engoliu direitinho como ADOROU a experiência! E não é papo de mãe coruja não, temos um platéia de prova (avós, tios e papai) assim como um videozinho pra testemunhar!
Já fazia algum tempo que eu notei que ela tinha vontade de experimentar os alimentos sólidos. Não que eu quisesse apressar as coisas: adoro amamentar e gostaria que ela mamasse por muito tempo... Mas ela vinha olhando com tanta curiosidade a cada vez que comíamos algo perto dela que não deu pra esperar completar 6 meses, aguardamos apenas a chegada do final de semana para que o pai pudesse acompanhar. Que delícia vê-la se lambuzar com a fruta, abrir a boca para a colherzinha e depois segurá-la com vontade.
Que essa seja a primeira de muitas refeições, minha filha querida!
Já fazia algum tempo que eu notei que ela tinha vontade de experimentar os alimentos sólidos. Não que eu quisesse apressar as coisas: adoro amamentar e gostaria que ela mamasse por muito tempo... Mas ela vinha olhando com tanta curiosidade a cada vez que comíamos algo perto dela que não deu pra esperar completar 6 meses, aguardamos apenas a chegada do final de semana para que o pai pudesse acompanhar. Que delícia vê-la se lambuzar com a fruta, abrir a boca para a colherzinha e depois segurá-la com vontade.
Que essa seja a primeira de muitas refeições, minha filha querida!
Marcadores:
alimentação,
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê,
dia das mães
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Independência
Não pude deixar de registrar: a meninota já fica sentada sozinha!
Ela ainda não sabe se colocar sentada, mas uma vez lá, fica por um bom tempinho, sem apoio.
Ai, cada dia mais independente... e nem completou 6 meses!
O tempo realmente voa...
Ela ainda não sabe se colocar sentada, mas uma vez lá, fica por um bom tempinho, sem apoio.
Ai, cada dia mais independente... e nem completou 6 meses!
O tempo realmente voa...
Marcadores:
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê
Dança das cadeiras
Ontem pela manhã consegui trabalhar um pouco com a O. brincando ao meu lado. Ela estava sentada em seu Bumbo com alguns brinquedinhos, que invariavelmente caíam no chão...
Perdi as contas de quantas vezes levantei para pegar bolas, bonecos e chocalhos!
E a festa durou pouco, pois logo ficou com sono e quis dormir. Pelo visto, esta será a maneira que poderei trabalhar com ela junto de de mim. Ai, ai, ai...
Perdi as contas de quantas vezes levantei para pegar bolas, bonecos e chocalhos!
E a festa durou pouco, pois logo ficou com sono e quis dormir. Pelo visto, esta será a maneira que poderei trabalhar com ela junto de de mim. Ai, ai, ai...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Não preciso mais de colo!
Escrevo este post enquanto acompanho a O. dormir sua soneca matinal.
Já faz um tempinho que ela dorme sozinha, em seu berço, sem precisar de colo. No começo ela só relaxava no colo, quando então a colocávamos no berço e ela já se abraçava ao que estava por perto (um boneco, seu paninho etc) e dormia.
Ultimamente, no entanto, ela tem prescindido inclusive desta fase de relaxamento, prefere ficar em seu bercinho acariciando seus bichinhos favoritos.
Se ela está com muito sono, porém agitada, e tentamos acalmá-la no colo, fica brava como se quisesse dizer: "Ei, pára com isso, já sou grande! Colo é para bebezinho" e praticamente se joga para o seu berço!
Mas não é assim tão simples. Aliás, esta nova condição tem me deixado bastante confusa: muitas vezes ela choraminga no berço com sono, sem conseguir dormir, e se tento interferir parece pior... Então canto para ela, faço um cafuné até que se acalme. Colo, nem pensar, parece que atrapalha!
O ideal, mas difícil de fazer, é deixá-la resmungando um pouquinho e só aparecer por perto se ela chamar com seu choro federal. Muitas vezes, quando está muito bem humorada, ela opta por dar gritinhos até dormir... Ainda estou entendendo essas novas regras!
Durante todo o tempo em que escrevi estas linhas ela choramingou baixinho... e ao terminar o post, a menininha de quase 6 meses já dormiu... sozinha!
Já faz um tempinho que ela dorme sozinha, em seu berço, sem precisar de colo. No começo ela só relaxava no colo, quando então a colocávamos no berço e ela já se abraçava ao que estava por perto (um boneco, seu paninho etc) e dormia.
Ultimamente, no entanto, ela tem prescindido inclusive desta fase de relaxamento, prefere ficar em seu bercinho acariciando seus bichinhos favoritos.
Se ela está com muito sono, porém agitada, e tentamos acalmá-la no colo, fica brava como se quisesse dizer: "Ei, pára com isso, já sou grande! Colo é para bebezinho" e praticamente se joga para o seu berço!
Mas não é assim tão simples. Aliás, esta nova condição tem me deixado bastante confusa: muitas vezes ela choraminga no berço com sono, sem conseguir dormir, e se tento interferir parece pior... Então canto para ela, faço um cafuné até que se acalme. Colo, nem pensar, parece que atrapalha!
O ideal, mas difícil de fazer, é deixá-la resmungando um pouquinho e só aparecer por perto se ela chamar com seu choro federal. Muitas vezes, quando está muito bem humorada, ela opta por dar gritinhos até dormir... Ainda estou entendendo essas novas regras!
Durante todo o tempo em que escrevi estas linhas ela choramingou baixinho... e ao terminar o post, a menininha de quase 6 meses já dormiu... sozinha!
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Boas novas de maio
Hoje começou a trabalhar aqui em casa uma ajudante que virá três vezes por semana... Meio confuso, primeiro dia e tal, mas já deu uma baita aliviada. Só de não ter de lavar uma pilha de louça e preparar o almoço já sobrou tempo para terminar a arrumação do armário da O. Êêêê!!!!!
...
Já da para notar que a O. ganhou peso desde o fim do resfriado. Suas lindas bochechinhas estão de volta assim como dobrinhas em todo o corpo. Hoje notei também que suas mãozinhas estão mais gorduchas. Delícia!!!!
...
Marcadores:
bebê,
desenvolvimento do bebê,
falta de tempo,
filha,
maternidade,
trabalho doméstico
sábado, 2 de maio de 2009
Miss simpatia
Neste sábado fizemos um bate-volta até Mogi Mirim para um almoço na casa da Renata, amiga querida que está à espera do Danilo ou da Helena, novo amiguinho da O.
O. não quis saber de dormir durante todo o tempo que ficamos lá. Pulou de colo em colo, brincou com todo mundo e distribuiu sorrisos! Ficou encantada com a cadelinha Duda e levou muitas lambidas! Só lá pelo fim do dia é que começou a resmungar de sono. Também pudera, passou a tarde inteira, desde as 13h, sem dormir um minuto sequer... Desnecessário dizer que capotou tão logo entrou no carro!
Todos ali ficaram muito impressionados ao ver um bebê tão sociável.
Acho que a O. será uma menininha muito gente boa!
O. não quis saber de dormir durante todo o tempo que ficamos lá. Pulou de colo em colo, brincou com todo mundo e distribuiu sorrisos! Ficou encantada com a cadelinha Duda e levou muitas lambidas! Só lá pelo fim do dia é que começou a resmungar de sono. Também pudera, passou a tarde inteira, desde as 13h, sem dormir um minuto sequer... Desnecessário dizer que capotou tão logo entrou no carro!
Todos ali ficaram muito impressionados ao ver um bebê tão sociável.
Acho que a O. será uma menininha muito gente boa!
Marcadores:
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê,
sono,
viagem
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Dois amores
Enquanto escrevo, meus dois queridos estão na rede olhando para mim.
Fomos à uma festa de aniversário mas voltamos para casa antes do parabéns. O. não conseguiu dormir na festinha, então não tem bolo não!
Outro dia fomos a um casamento e ela dormiu por lá, mas o som era tão alto que fazia a menininha estremecer o tempo todo, assustada. Não acordou, mesmo assim papai e mamãe foram embora antes do jantar... é assim mesmo, tudo pelo bem estar da criança!
Aqui, digitando, me sinto como uma artista olhando seus modelos, sua fonte de inspiração. A O. ainda não dormiu, mas está bem relaxada. O M. quer levá-la para o berço e eu peço que espere mais um pouco... Tenho de terminar este post!
Nada melhor para terminar um movimentado feriado do que relaxar ao som desta rede balançando...
Fomos à uma festa de aniversário mas voltamos para casa antes do parabéns. O. não conseguiu dormir na festinha, então não tem bolo não!
Outro dia fomos a um casamento e ela dormiu por lá, mas o som era tão alto que fazia a menininha estremecer o tempo todo, assustada. Não acordou, mesmo assim papai e mamãe foram embora antes do jantar... é assim mesmo, tudo pelo bem estar da criança!
Aqui, digitando, me sinto como uma artista olhando seus modelos, sua fonte de inspiração. A O. ainda não dormiu, mas está bem relaxada. O M. quer levá-la para o berço e eu peço que espere mais um pouco... Tenho de terminar este post!
Nada melhor para terminar um movimentado feriado do que relaxar ao som desta rede balançando...
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Amamentar, maternar, etc.
Nunca imaginei não amamentar minha filha.
Como boa garota que sou, se a OMS recomenda amamentação até os dois anos de idade, ou mais, não vou questionar e seguirei direitinho o que é indicado.
O governo federal nos últimos anos tem martelado a idéia da importância da amamentação, contrariando interesses de multinacionais como a Nestlé, que por décadas boicotoram o aleitamento materno, criando o famoso mito do leite fraco.
Mas o que eu não sabia até ter a O. é que amamentar não é fácil. Não se nasce sabendo (quer dizer, o bebê sabe, a mãe é que não!) e depende de prática.
Não tivemos problemas nos primeiros 3 dias, a O. mamou no primeiro minuto de vida, o que é importante para que ela não perdesse o reflexo de sucção com o qual nasce, e, depois disso, mamava e dormia, tranquilamente.
O leite dos primeiros dias é o colostro, rico em tudo o que o bebê precisa, mas que parece uma aguinha rala, compatível com um estomagozinho que até então só havia digerido líquido amniótico.
Acontece que depois dessa fase, o corpo começa a produzir o leite que substitui o colostro e que vem em grandes quantidades. Imagino que esse volume aumentado seja para criar os canaizinhos por onde o leite vai descer até o bico do seio, por isso tem de ser um fluxo forte.
Tão forte que entope! Isso mesmo, o famoso ingurgitamento. Que dói e impede o bebê de mamar, além de poder se transformar numa mastite.
Meus peitos ficaram enormes e doloridos, ao passo que a O. mamava e não parecia satisfeita. Até que começou a reclamar...
Por sorte, a avó dela é pediatra e estava ali para me orientar.
Olhei para a O. em meus braços e disse a ela, que já chorava de fome: "Espere um pouquinho, querida, que vamos resolver isso, prometo". Para minha surpresa, ela parou de chorar e ficou quietinha, me olhando, parecia que tinha entendido e confiava na minha promessa. Desnecessário dizer que quem começou a chorar fui eu por ter um bebê tão compreensivo!
Mas voltando à técnica...
Retiramos o excesso de leite, massageando o seio da aréola para trás, e aí o fluxo ficou perfeito, de acordo com as necessidades da O. Sobrava bastante leite e congelamos um pouco.
Depois disso, amamentar virou minha paixão.
Mas caiu uma baita ficha pra mim do porque muitas mulheres desistem de amamentar. É uma técnica a ser aprendida e, como tal, necessita que alguém as ensine... Mas quem?
Os hospitais, principal local onde nascem os bebês, não só não ensinam como atrapalham esse processo. A Unicef e a OMS criaram os 10 passos para o aleitamento materno. Passos simples mas fundamentais nessa aprendizagem. Pois se o bebê não é estimulado corretamente, ele também não auxilia na produção de leite pela mãe, já que a sucção é fundamental. E aí começa o círculo vicioso de pouco fluxo, bebê com fome, complementação com fórmulas para matar a fome da criança que, saciada, vai sugar menos ainda... Sem contar que o bebê nasce com reservas de uns três dias sem precisar se alimentar, pois muitas vezes o colostro não é produzido logo após o nascimento. Só que nos hospitais, as enfermeiras super bem intencionadas e até alguns pediatras vão logo dando fórmulas ou, ainda, glicose para a criança, que já está até perdendo peso! (Todo bebê perde peso após nascer; dizer para uma mãe que seu filho passa fome por que ela não tem leite é o cúmulo!)
Sempre que visito amigas ou parentes em maternidade, constato que vários dos 10 passos não são seguidos. Por que será?
Porque ensinar uma mãe novata, com carinho, dá trabalho. E dificulta a "rotina" hospitalar.
E, definitivamente, esses passos não combinam com o "business" em que se transformaram as maternidades brasileiras, sobretudo as da elite...
Para quem se interessar:
1.Ter uma norma escrita sobre aleitamento
materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a
toda a equipe de cuidados de saúde;
2. Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-
a para implementar esta norma;
3. Informar todas as gestantes sobre as vantagens
e o manejo do aleitamento;
4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na
primeira meia-hora após o parto;
5. Mostrar às mães como amamentar e como
manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas
de seus filhos;
6. Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento
ou bebida além do leite materno, a não ser que
seja indicado pelo médico;
7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que as
mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;
8. Encorajar o aleitamento sob livre demanda;
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças
amamentadas ao seio;
10. Encorajar a formação de grupos de apoio à
amamentação para onde as mães devem ser encaminhadas,
logo após a alta do hospital ou do ambulatório.
Como boa garota que sou, se a OMS recomenda amamentação até os dois anos de idade, ou mais, não vou questionar e seguirei direitinho o que é indicado.
O governo federal nos últimos anos tem martelado a idéia da importância da amamentação, contrariando interesses de multinacionais como a Nestlé, que por décadas boicotoram o aleitamento materno, criando o famoso mito do leite fraco.
Mas o que eu não sabia até ter a O. é que amamentar não é fácil. Não se nasce sabendo (quer dizer, o bebê sabe, a mãe é que não!) e depende de prática.
Não tivemos problemas nos primeiros 3 dias, a O. mamou no primeiro minuto de vida, o que é importante para que ela não perdesse o reflexo de sucção com o qual nasce, e, depois disso, mamava e dormia, tranquilamente.
O leite dos primeiros dias é o colostro, rico em tudo o que o bebê precisa, mas que parece uma aguinha rala, compatível com um estomagozinho que até então só havia digerido líquido amniótico.
Acontece que depois dessa fase, o corpo começa a produzir o leite que substitui o colostro e que vem em grandes quantidades. Imagino que esse volume aumentado seja para criar os canaizinhos por onde o leite vai descer até o bico do seio, por isso tem de ser um fluxo forte.
Tão forte que entope! Isso mesmo, o famoso ingurgitamento. Que dói e impede o bebê de mamar, além de poder se transformar numa mastite.
Meus peitos ficaram enormes e doloridos, ao passo que a O. mamava e não parecia satisfeita. Até que começou a reclamar...
Por sorte, a avó dela é pediatra e estava ali para me orientar.
Olhei para a O. em meus braços e disse a ela, que já chorava de fome: "Espere um pouquinho, querida, que vamos resolver isso, prometo". Para minha surpresa, ela parou de chorar e ficou quietinha, me olhando, parecia que tinha entendido e confiava na minha promessa. Desnecessário dizer que quem começou a chorar fui eu por ter um bebê tão compreensivo!
Mas voltando à técnica...
Retiramos o excesso de leite, massageando o seio da aréola para trás, e aí o fluxo ficou perfeito, de acordo com as necessidades da O. Sobrava bastante leite e congelamos um pouco.
Depois disso, amamentar virou minha paixão.
Mas caiu uma baita ficha pra mim do porque muitas mulheres desistem de amamentar. É uma técnica a ser aprendida e, como tal, necessita que alguém as ensine... Mas quem?
Os hospitais, principal local onde nascem os bebês, não só não ensinam como atrapalham esse processo. A Unicef e a OMS criaram os 10 passos para o aleitamento materno. Passos simples mas fundamentais nessa aprendizagem. Pois se o bebê não é estimulado corretamente, ele também não auxilia na produção de leite pela mãe, já que a sucção é fundamental. E aí começa o círculo vicioso de pouco fluxo, bebê com fome, complementação com fórmulas para matar a fome da criança que, saciada, vai sugar menos ainda... Sem contar que o bebê nasce com reservas de uns três dias sem precisar se alimentar, pois muitas vezes o colostro não é produzido logo após o nascimento. Só que nos hospitais, as enfermeiras super bem intencionadas e até alguns pediatras vão logo dando fórmulas ou, ainda, glicose para a criança, que já está até perdendo peso! (Todo bebê perde peso após nascer; dizer para uma mãe que seu filho passa fome por que ela não tem leite é o cúmulo!)
Sempre que visito amigas ou parentes em maternidade, constato que vários dos 10 passos não são seguidos. Por que será?
Porque ensinar uma mãe novata, com carinho, dá trabalho. E dificulta a "rotina" hospitalar.
E, definitivamente, esses passos não combinam com o "business" em que se transformaram as maternidades brasileiras, sobretudo as da elite...
Para quem se interessar:
1.Ter uma norma escrita sobre aleitamento
materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a
toda a equipe de cuidados de saúde;
2. Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-
a para implementar esta norma;
3. Informar todas as gestantes sobre as vantagens
e o manejo do aleitamento;
4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na
primeira meia-hora após o parto;
5. Mostrar às mães como amamentar e como
manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas
de seus filhos;
6. Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento
ou bebida além do leite materno, a não ser que
seja indicado pelo médico;
7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que as
mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;
8. Encorajar o aleitamento sob livre demanda;
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças
amamentadas ao seio;
10. Encorajar a formação de grupos de apoio à
amamentação para onde as mães devem ser encaminhadas,
logo após a alta do hospital ou do ambulatório.
Marcadores:
amamentação,
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê,
filha,
início,
leite materno,
maternidade,
protocolo hospitalar
terça-feira, 28 de abril de 2009
Padecendo no Paraíso...
No auge do resfriado da O., ela ficou tão caidinha que não conseguia nem brincar.
Bem, ela não conseguia nem dormir, já que o nariz trancado e o catarro atrapalhavam. Tirava umas sonequinhas breves no bebê conforto e olhe lá! Ainda assim, não perdeu o bom humor. Um anjo de bebê!
Quando estava um pouquinho melhor, mas não conseguia ficar deitada por causa do nariz entupido, eu a coloquei sentadinha em sua cadeirinha Bumbo pra brincar um pouquinho enquanto eu lavava a louça. Então, ouvi o seu já famoso "hã-hã", que significa: "mamãe, apareça" e fui correndo, certa de que estava engasgada ou algo assim. Apareci na porta da sala e ela já estava olhando naquela direção, me esperando. Ao me ver, deu um sorriso para mim e voltou a brincar, sem pedir que eu a tirasse dali ou ficasse com ela. Só queria se certificar de que eu estava por perto.
Acho que poucas vezes senti uma alegria tão grande. O fato dela estar brincando novamente me deixou radiante, e seu sorriso derreteu meu coração. Após tanto susto com o resfriado e tantas noites em claro, isso é que eu chamo de padecer no Paraíso!
Bem, ela não conseguia nem dormir, já que o nariz trancado e o catarro atrapalhavam. Tirava umas sonequinhas breves no bebê conforto e olhe lá! Ainda assim, não perdeu o bom humor. Um anjo de bebê!
Quando estava um pouquinho melhor, mas não conseguia ficar deitada por causa do nariz entupido, eu a coloquei sentadinha em sua cadeirinha Bumbo pra brincar um pouquinho enquanto eu lavava a louça. Então, ouvi o seu já famoso "hã-hã", que significa: "mamãe, apareça" e fui correndo, certa de que estava engasgada ou algo assim. Apareci na porta da sala e ela já estava olhando naquela direção, me esperando. Ao me ver, deu um sorriso para mim e voltou a brincar, sem pedir que eu a tirasse dali ou ficasse com ela. Só queria se certificar de que eu estava por perto.
Acho que poucas vezes senti uma alegria tão grande. O fato dela estar brincando novamente me deixou radiante, e seu sorriso derreteu meu coração. Após tanto susto com o resfriado e tantas noites em claro, isso é que eu chamo de padecer no Paraíso!
Marcadores:
bebê,
coisas de mãe,
desenvolvimento do bebê,
filha,
maternidade,
resfriado
Assinar:
Postagens (Atom)
