Graças à gripe suína e à extensão das férias escolares por mais duas semanas, ganhamos 15 dias não previstos de avó em casa para cuidar da O.
Minha mãe tem passado todas as suas férias longe de sua casa, cuidando não só da neta, mas de nós três. Organizou o armário da O., do quarto de despejo e da cozinha. Tem feito almoço e jantar, costurado algumas roupas e me deixado bem tranqüila para trabalhar fora de casa, voltando na hora do almoço para amamentar a pequena.
Com isso, foi possível adiar o início dos trabalhos da empregada, que começaria em tempo integral em Agosto, pra cuidar da O. enquanto eu concluo a tese.
Esta divina coincidência permitiu que a O. tivesse companhia de alguma avó o mês inteiro: assim que mamãe voltar pra sua casa, a avó paterna vem passar outras duas semanas com a netinha.
Essas avós têm sido tão generosas que me emocionam e me fazem pensar no tamanho da minha responsabilidade em fazer bem feita esta tese... Ambas são sobrecarregadas de trabalho e ainda assim encontraram tempo, que poderia ser usado para seu próprio descanso, para nos ajudar nesse momento delicado que estamos passando.
Acho que nunca serei capaz de agradecer suficientemente a elas por mais este carinho, que nem imaginam o quanto este tempo tem sido importante para O., para mim e para o pai... É um alívio tão grande saber que meu anjo está em carinhosas mãos nesta fase tão crucial de sua pequena vidinha. Nenhuma creche ou babá poderia proporcionar tamanho bem estar a ela.
O, por sua vez, retribui com lindos sorrisos às suas queridas vovós, me dando a impressão que entende o que está se passando, que percebe as escolhas que eu e seu pai temos feito e o apoio que temos recebido de nossa família para poder colocá-las em prática.
E eu tenho a nítida, quase concreta sensação de que o céu tem conspirado à nosso favor!
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Antepassados
Não acredito em vida após a morte, mas creio na perpetuação dos antigos pela geração seguinte.
E comprovo ao ver na O. sinais de meus queridos avós.
Seu olhar me lembra o de minha avó paterna (dizem que meus olhos se parecem com os da D.Dolores).
Já sua boquinha muitas vezes faz um muxoxo parecido com o do avô Manuel.
Ela não os conheceu, pois já se foram, e muito provavelmente têm muitos traços da família do pai que eu não sou capaz de identificar.
Assim, ela leva consigo muito dos nossos entes queridos que são os responsáveis pelo que somos hoje, seus descendentes diretos.
Para mim, essa é a uma das maiores belezas da vida. E é um privilégio ver o ciclo se renovar a cada nova geração.
E comprovo ao ver na O. sinais de meus queridos avós.
Seu olhar me lembra o de minha avó paterna (dizem que meus olhos se parecem com os da D.Dolores).
Já sua boquinha muitas vezes faz um muxoxo parecido com o do avô Manuel.
Ela não os conheceu, pois já se foram, e muito provavelmente têm muitos traços da família do pai que eu não sou capaz de identificar.
Assim, ela leva consigo muito dos nossos entes queridos que são os responsáveis pelo que somos hoje, seus descendentes diretos.
Para mim, essa é a uma das maiores belezas da vida. E é um privilégio ver o ciclo se renovar a cada nova geração.
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