Acabo de voltar atrás com relação a uma colaboração de trabalho com a qual havia me comprometido. Embora não fosse um compromisso comercial, mais parecia um favor, me deixou triste mesmo assim não ser capaz de realizá-lo.
A razão para isso é que, agora, o que posso fazer num dado período de tempo é algo que não sei mais mensurar. Isso porque outras variáveis entraram na minha vida, sendo a principal, é claro, a O. Mas há também os "finalmente" da tese.
O fato é que, antes da O., eu podia me entupir de trabalho, deixar tudo pra última hora, varar algumas noites e tudo bem, sempre dava conta do recado. Hoje não dá mais pra ser assim. De uma hora pra outra ela simplesmente pode resolver não dormir à noite, ou pegar alguma virose qualquer que a deixa três dias com febre... então, todo o meu planejamento dança.
Não bastassem estes imprevistos, é a primeira vez na vida que faço uma tese. E, pra ser sincera, subestimei a dificuldade. Para conseguir terminar à tempo, preciso escrever três capítulos em pouco mais de quatro semanas. É muito, pouco, suficiente? Sei lá! não tenho a mínima idéia.
Só sei que ando com um baita frio na barriga...
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Carinho de vó e a providência divina!
Graças à gripe suína e à extensão das férias escolares por mais duas semanas, ganhamos 15 dias não previstos de avó em casa para cuidar da O.
Minha mãe tem passado todas as suas férias longe de sua casa, cuidando não só da neta, mas de nós três. Organizou o armário da O., do quarto de despejo e da cozinha. Tem feito almoço e jantar, costurado algumas roupas e me deixado bem tranqüila para trabalhar fora de casa, voltando na hora do almoço para amamentar a pequena.
Com isso, foi possível adiar o início dos trabalhos da empregada, que começaria em tempo integral em Agosto, pra cuidar da O. enquanto eu concluo a tese.
Esta divina coincidência permitiu que a O. tivesse companhia de alguma avó o mês inteiro: assim que mamãe voltar pra sua casa, a avó paterna vem passar outras duas semanas com a netinha.
Essas avós têm sido tão generosas que me emocionam e me fazem pensar no tamanho da minha responsabilidade em fazer bem feita esta tese... Ambas são sobrecarregadas de trabalho e ainda assim encontraram tempo, que poderia ser usado para seu próprio descanso, para nos ajudar nesse momento delicado que estamos passando.
Acho que nunca serei capaz de agradecer suficientemente a elas por mais este carinho, que nem imaginam o quanto este tempo tem sido importante para O., para mim e para o pai... É um alívio tão grande saber que meu anjo está em carinhosas mãos nesta fase tão crucial de sua pequena vidinha. Nenhuma creche ou babá poderia proporcionar tamanho bem estar a ela.
O, por sua vez, retribui com lindos sorrisos às suas queridas vovós, me dando a impressão que entende o que está se passando, que percebe as escolhas que eu e seu pai temos feito e o apoio que temos recebido de nossa família para poder colocá-las em prática.
E eu tenho a nítida, quase concreta sensação de que o céu tem conspirado à nosso favor!
Minha mãe tem passado todas as suas férias longe de sua casa, cuidando não só da neta, mas de nós três. Organizou o armário da O., do quarto de despejo e da cozinha. Tem feito almoço e jantar, costurado algumas roupas e me deixado bem tranqüila para trabalhar fora de casa, voltando na hora do almoço para amamentar a pequena.
Com isso, foi possível adiar o início dos trabalhos da empregada, que começaria em tempo integral em Agosto, pra cuidar da O. enquanto eu concluo a tese.
Esta divina coincidência permitiu que a O. tivesse companhia de alguma avó o mês inteiro: assim que mamãe voltar pra sua casa, a avó paterna vem passar outras duas semanas com a netinha.
Essas avós têm sido tão generosas que me emocionam e me fazem pensar no tamanho da minha responsabilidade em fazer bem feita esta tese... Ambas são sobrecarregadas de trabalho e ainda assim encontraram tempo, que poderia ser usado para seu próprio descanso, para nos ajudar nesse momento delicado que estamos passando.
Acho que nunca serei capaz de agradecer suficientemente a elas por mais este carinho, que nem imaginam o quanto este tempo tem sido importante para O., para mim e para o pai... É um alívio tão grande saber que meu anjo está em carinhosas mãos nesta fase tão crucial de sua pequena vidinha. Nenhuma creche ou babá poderia proporcionar tamanho bem estar a ela.
O, por sua vez, retribui com lindos sorrisos às suas queridas vovós, me dando a impressão que entende o que está se passando, que percebe as escolhas que eu e seu pai temos feito e o apoio que temos recebido de nossa família para poder colocá-las em prática.
E eu tenho a nítida, quase concreta sensação de que o céu tem conspirado à nosso favor!
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
O tempo voa
Hoje fiquei olhando fotos da O. com 3 meses. Um bebê delicioso de tão gorducho e sorridente!
Me deu a impressão de que não aproveitei o suficiente, estava angustiada demais nos primeiros meses aprendendo a ser mãe que nem deu tempo de curtir...
Agora já é outro momento, ela interage mais com todos, brinca e ri muito. A rotina está mais trabalhosa com a alimentação, que não é mais só o peito, e passamos quase todo o tempo com ela dando papinha, limpando, trocando fralda. E eu tenho a sensação de que o tempo tá escorrendo pelas minhas mãos.
No fim-de-semana, quando eu poderia fazer passeios com ela, coisas diferentes, esse momento acaba sendo usado pra visitar família e aí começa a disputa: "Você passa o tempo todo com a menina, agora é minha vez" e lá se vai meu bebezinho pra longe de mim. Isso sem falar no pai, que não larga o osso!
Nunca parecem ser suficientes os minutos que tenho com ela...
Me deu a impressão de que não aproveitei o suficiente, estava angustiada demais nos primeiros meses aprendendo a ser mãe que nem deu tempo de curtir...
Agora já é outro momento, ela interage mais com todos, brinca e ri muito. A rotina está mais trabalhosa com a alimentação, que não é mais só o peito, e passamos quase todo o tempo com ela dando papinha, limpando, trocando fralda. E eu tenho a sensação de que o tempo tá escorrendo pelas minhas mãos.
No fim-de-semana, quando eu poderia fazer passeios com ela, coisas diferentes, esse momento acaba sendo usado pra visitar família e aí começa a disputa: "Você passa o tempo todo com a menina, agora é minha vez" e lá se vai meu bebezinho pra longe de mim. Isso sem falar no pai, que não larga o osso!
Nunca parecem ser suficientes os minutos que tenho com ela...
terça-feira, 7 de julho de 2009
Equilíbrio
Aos poucos vou conseguindo dar jeito no trabalho. Amanhã terei reunião com o orientador, a segunda do ano! Espero não perder muito do que já fiz a partir das considerações dele.
A semana que passou fiquei lutando com a introdução da tese, aquelas 6 ou 7 páginas que justificam a escolha do tema e dão um apanhado sobre o conteúdo de cada capítulo. Estas páginas precisam "vender" o trabalho, cativar o leitor quanto à relevância do assunto e forma como é tratado. Eu escrevi e reescrevi muitas vezes, até encontrar um caminho, um tom adequado. Nada me parecia preciso o suficiente, e acho que precisão é essencial para um texto acadêmico: ir direto ao ponto sem ser superficial demais, mas sem perder nenhum detalhe relevante. Esse ponto de equilíbrio é difícil de encontrar. Eu tinha uma estrutura prévia dos capítulos que também não me satisfazia. Por isso, redigir a introdução serviu para redefinir melhor os capítulos. Terminei por suprimir um deles e a coisa ficou mais enxuta e direta. Gosto mais assim.
Quanto à filhota, vai muito bem, obrigada! Hoje encontramos mais um dentinho: agora ela tem 5 dentes! Fomos almoçar os três num restaurante aqui perto e ela deu seu showzinho, acenando pras pessoas e sorrindo muito. Espetáculo!
No fim das contas, o equilíbrio entre ser mãe e ser doutoranda tem sido muito proveitoso. Não tenho me entediado com nenhuma das duas tarefas, uma alimenta à outra e ambas satisfazem à alma. Nunca imaginei que pudesse ser assim...
A semana que passou fiquei lutando com a introdução da tese, aquelas 6 ou 7 páginas que justificam a escolha do tema e dão um apanhado sobre o conteúdo de cada capítulo. Estas páginas precisam "vender" o trabalho, cativar o leitor quanto à relevância do assunto e forma como é tratado. Eu escrevi e reescrevi muitas vezes, até encontrar um caminho, um tom adequado. Nada me parecia preciso o suficiente, e acho que precisão é essencial para um texto acadêmico: ir direto ao ponto sem ser superficial demais, mas sem perder nenhum detalhe relevante. Esse ponto de equilíbrio é difícil de encontrar. Eu tinha uma estrutura prévia dos capítulos que também não me satisfazia. Por isso, redigir a introdução serviu para redefinir melhor os capítulos. Terminei por suprimir um deles e a coisa ficou mais enxuta e direta. Gosto mais assim.
Quanto à filhota, vai muito bem, obrigada! Hoje encontramos mais um dentinho: agora ela tem 5 dentes! Fomos almoçar os três num restaurante aqui perto e ela deu seu showzinho, acenando pras pessoas e sorrindo muito. Espetáculo!
No fim das contas, o equilíbrio entre ser mãe e ser doutoranda tem sido muito proveitoso. Não tenho me entediado com nenhuma das duas tarefas, uma alimenta à outra e ambas satisfazem à alma. Nunca imaginei que pudesse ser assim...
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
O (verdadeiro) espetáculo do crescimento
Sabe aquele bebezinho que nasceu outro dia mesmo, que parecia tão alheio a este mundo extra útero, que mamava a cada três horas, que pouco ficava acordado?
O tal bebezinho virou uma pessoinha, tal qual uma lagarta vira uma borboleta: assim, de repente mas não num piscar de olhos, pouco a pouco porém como num passe de mágica, dia-à-dia contudo de momento para o outro...
Trocando em miúdos, quero dizer com isso que nossa menininha já brinca sozinha, emite algumas dezenas de vocábulos, dá gritinhos de felicidade, nos chama quando acorda, come diversas frutas sozinha, dá tchauzinho, se espreguiça quando ouve: "estica, estica!", sorri ao se ver no espelho, joga fora o que não quer mais, mostra a língua ao ver a nossa e deixa muito claro quando não gosta de algo. E tudo isso (e muito mais) ela aprendeu em menos de 8 meses!
É espantoso ver como aquele serzinho, tão dependente outrora, já é um indivíduo com desejos e preferências, vontade própria e muita personalidade. O desenvolvimento é constante, diário, e mesmo os que convivem com ela tão intensamente quanto eu ou o pai ficam assombrados com tamanha evolução. Num dia olha um movimento nosso com atenção. Dois dias depois já é capaz de repetir o mesmo gesto, a mesma intenção.
Um espetáculo bem bonito de se ver e de acompanhar.
O tal bebezinho virou uma pessoinha, tal qual uma lagarta vira uma borboleta: assim, de repente mas não num piscar de olhos, pouco a pouco porém como num passe de mágica, dia-à-dia contudo de momento para o outro...
Trocando em miúdos, quero dizer com isso que nossa menininha já brinca sozinha, emite algumas dezenas de vocábulos, dá gritinhos de felicidade, nos chama quando acorda, come diversas frutas sozinha, dá tchauzinho, se espreguiça quando ouve: "estica, estica!", sorri ao se ver no espelho, joga fora o que não quer mais, mostra a língua ao ver a nossa e deixa muito claro quando não gosta de algo. E tudo isso (e muito mais) ela aprendeu em menos de 8 meses!
É espantoso ver como aquele serzinho, tão dependente outrora, já é um indivíduo com desejos e preferências, vontade própria e muita personalidade. O desenvolvimento é constante, diário, e mesmo os que convivem com ela tão intensamente quanto eu ou o pai ficam assombrados com tamanha evolução. Num dia olha um movimento nosso com atenção. Dois dias depois já é capaz de repetir o mesmo gesto, a mesma intenção.
Um espetáculo bem bonito de se ver e de acompanhar.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Onipresença onírica
Nunca sonhei com o bebê enquanto estava grávida. Gostaria muito, mas essas coisas a gente não controla...
Quando a O. nasceu tinha sempre o mesmo sonho de que estava amamentando. Muitas vezes ela me acordava de madrugada e eu pensava: "Mas acabei de amamentar... que mamar de novo?" Era sonho! Depois de alguns dias sem dormir por mais de três horas seguidas ficou tudo muito confuso.
Hoje em dia O. dorme a noite inteira. Não passo uma noite sequer sem sonhar com ela. Participa de todos os meus sonhos, mesmo que eu não a veja. Ela está lá.
É onipresente em minha vida esta pequena garotinha que a transformou completamente...
Quando a O. nasceu tinha sempre o mesmo sonho de que estava amamentando. Muitas vezes ela me acordava de madrugada e eu pensava: "Mas acabei de amamentar... que mamar de novo?" Era sonho! Depois de alguns dias sem dormir por mais de três horas seguidas ficou tudo muito confuso.
Hoje em dia O. dorme a noite inteira. Não passo uma noite sequer sem sonhar com ela. Participa de todos os meus sonhos, mesmo que eu não a veja. Ela está lá.
É onipresente em minha vida esta pequena garotinha que a transformou completamente...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Boas novas de maio
Hoje começou a trabalhar aqui em casa uma ajudante que virá três vezes por semana... Meio confuso, primeiro dia e tal, mas já deu uma baita aliviada. Só de não ter de lavar uma pilha de louça e preparar o almoço já sobrou tempo para terminar a arrumação do armário da O. Êêêê!!!!!
...
Já da para notar que a O. ganhou peso desde o fim do resfriado. Suas lindas bochechinhas estão de volta assim como dobrinhas em todo o corpo. Hoje notei também que suas mãozinhas estão mais gorduchas. Delícia!!!!
...
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sábado, 2 de maio de 2009
Novas conquistas
Hoje cedo, O. acordou de sua soneca matinal chorando, o que é incomum, já que ela sempre acorda bem humorada, até de madrugada.
M. foi até lá para acudir, eu estava ao telefone com meu pai. Ao entrar no quarto, encontrou a menina de bruços, com o peito erguido, feito uma esfinge. Ela rolou sozinha e acordou assustada com a posição inusitada. Por isso chorava!
M. me chamou antes de tirá-la do berço, para que eu testemunhasse. Ela não chorava mais, mas estava com seus olhinhos de corujinha arregalados, e nos olhava com ar de interrogação. Ficamos os dois lá bobos, emocionados!
Virar de bruços sozinha é uma grande conquista. Ela já ensaiava ha tempos, já havia rolado num plano inclinado mas sempre com um de nós por perto, dando aquele apoio. Agora, a passo seguinte é conseguir voltar para a posição anterior, quantas vezes quiser.
Outra conquista da semana é permanecer sentada ao ser colocada nessa posição. Ela ainda não senta sozinha, mas quando a colocamos assim já é capaz de ficar um tempinho considerável antes que tombe para os lados ou para frente. A cabeça ainda pesa, né...
Para fechar a semana, aprendeu a estalar a lingua no céu da boca. E ri a cada vez que o faz! Muito fofinha!
Bebês ficam muito felizes com suas conquistas, rapidamente vão dominando seu mundinho. Somos uns sortudos de poder acompanhá-los nessa jornada...
M. foi até lá para acudir, eu estava ao telefone com meu pai. Ao entrar no quarto, encontrou a menina de bruços, com o peito erguido, feito uma esfinge. Ela rolou sozinha e acordou assustada com a posição inusitada. Por isso chorava!
M. me chamou antes de tirá-la do berço, para que eu testemunhasse. Ela não chorava mais, mas estava com seus olhinhos de corujinha arregalados, e nos olhava com ar de interrogação. Ficamos os dois lá bobos, emocionados!
Virar de bruços sozinha é uma grande conquista. Ela já ensaiava ha tempos, já havia rolado num plano inclinado mas sempre com um de nós por perto, dando aquele apoio. Agora, a passo seguinte é conseguir voltar para a posição anterior, quantas vezes quiser.
Outra conquista da semana é permanecer sentada ao ser colocada nessa posição. Ela ainda não senta sozinha, mas quando a colocamos assim já é capaz de ficar um tempinho considerável antes que tombe para os lados ou para frente. A cabeça ainda pesa, né...
Para fechar a semana, aprendeu a estalar a lingua no céu da boca. E ri a cada vez que o faz! Muito fofinha!
Bebês ficam muito felizes com suas conquistas, rapidamente vão dominando seu mundinho. Somos uns sortudos de poder acompanhá-los nessa jornada...
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
Amamentar, maternar, etc.
Nunca imaginei não amamentar minha filha.
Como boa garota que sou, se a OMS recomenda amamentação até os dois anos de idade, ou mais, não vou questionar e seguirei direitinho o que é indicado.
O governo federal nos últimos anos tem martelado a idéia da importância da amamentação, contrariando interesses de multinacionais como a Nestlé, que por décadas boicotoram o aleitamento materno, criando o famoso mito do leite fraco.
Mas o que eu não sabia até ter a O. é que amamentar não é fácil. Não se nasce sabendo (quer dizer, o bebê sabe, a mãe é que não!) e depende de prática.
Não tivemos problemas nos primeiros 3 dias, a O. mamou no primeiro minuto de vida, o que é importante para que ela não perdesse o reflexo de sucção com o qual nasce, e, depois disso, mamava e dormia, tranquilamente.
O leite dos primeiros dias é o colostro, rico em tudo o que o bebê precisa, mas que parece uma aguinha rala, compatível com um estomagozinho que até então só havia digerido líquido amniótico.
Acontece que depois dessa fase, o corpo começa a produzir o leite que substitui o colostro e que vem em grandes quantidades. Imagino que esse volume aumentado seja para criar os canaizinhos por onde o leite vai descer até o bico do seio, por isso tem de ser um fluxo forte.
Tão forte que entope! Isso mesmo, o famoso ingurgitamento. Que dói e impede o bebê de mamar, além de poder se transformar numa mastite.
Meus peitos ficaram enormes e doloridos, ao passo que a O. mamava e não parecia satisfeita. Até que começou a reclamar...
Por sorte, a avó dela é pediatra e estava ali para me orientar.
Olhei para a O. em meus braços e disse a ela, que já chorava de fome: "Espere um pouquinho, querida, que vamos resolver isso, prometo". Para minha surpresa, ela parou de chorar e ficou quietinha, me olhando, parecia que tinha entendido e confiava na minha promessa. Desnecessário dizer que quem começou a chorar fui eu por ter um bebê tão compreensivo!
Mas voltando à técnica...
Retiramos o excesso de leite, massageando o seio da aréola para trás, e aí o fluxo ficou perfeito, de acordo com as necessidades da O. Sobrava bastante leite e congelamos um pouco.
Depois disso, amamentar virou minha paixão.
Mas caiu uma baita ficha pra mim do porque muitas mulheres desistem de amamentar. É uma técnica a ser aprendida e, como tal, necessita que alguém as ensine... Mas quem?
Os hospitais, principal local onde nascem os bebês, não só não ensinam como atrapalham esse processo. A Unicef e a OMS criaram os 10 passos para o aleitamento materno. Passos simples mas fundamentais nessa aprendizagem. Pois se o bebê não é estimulado corretamente, ele também não auxilia na produção de leite pela mãe, já que a sucção é fundamental. E aí começa o círculo vicioso de pouco fluxo, bebê com fome, complementação com fórmulas para matar a fome da criança que, saciada, vai sugar menos ainda... Sem contar que o bebê nasce com reservas de uns três dias sem precisar se alimentar, pois muitas vezes o colostro não é produzido logo após o nascimento. Só que nos hospitais, as enfermeiras super bem intencionadas e até alguns pediatras vão logo dando fórmulas ou, ainda, glicose para a criança, que já está até perdendo peso! (Todo bebê perde peso após nascer; dizer para uma mãe que seu filho passa fome por que ela não tem leite é o cúmulo!)
Sempre que visito amigas ou parentes em maternidade, constato que vários dos 10 passos não são seguidos. Por que será?
Porque ensinar uma mãe novata, com carinho, dá trabalho. E dificulta a "rotina" hospitalar.
E, definitivamente, esses passos não combinam com o "business" em que se transformaram as maternidades brasileiras, sobretudo as da elite...
Para quem se interessar:
1.Ter uma norma escrita sobre aleitamento
materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a
toda a equipe de cuidados de saúde;
2. Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-
a para implementar esta norma;
3. Informar todas as gestantes sobre as vantagens
e o manejo do aleitamento;
4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na
primeira meia-hora após o parto;
5. Mostrar às mães como amamentar e como
manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas
de seus filhos;
6. Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento
ou bebida além do leite materno, a não ser que
seja indicado pelo médico;
7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que as
mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;
8. Encorajar o aleitamento sob livre demanda;
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças
amamentadas ao seio;
10. Encorajar a formação de grupos de apoio à
amamentação para onde as mães devem ser encaminhadas,
logo após a alta do hospital ou do ambulatório.
Como boa garota que sou, se a OMS recomenda amamentação até os dois anos de idade, ou mais, não vou questionar e seguirei direitinho o que é indicado.
O governo federal nos últimos anos tem martelado a idéia da importância da amamentação, contrariando interesses de multinacionais como a Nestlé, que por décadas boicotoram o aleitamento materno, criando o famoso mito do leite fraco.
Mas o que eu não sabia até ter a O. é que amamentar não é fácil. Não se nasce sabendo (quer dizer, o bebê sabe, a mãe é que não!) e depende de prática.
Não tivemos problemas nos primeiros 3 dias, a O. mamou no primeiro minuto de vida, o que é importante para que ela não perdesse o reflexo de sucção com o qual nasce, e, depois disso, mamava e dormia, tranquilamente.
O leite dos primeiros dias é o colostro, rico em tudo o que o bebê precisa, mas que parece uma aguinha rala, compatível com um estomagozinho que até então só havia digerido líquido amniótico.
Acontece que depois dessa fase, o corpo começa a produzir o leite que substitui o colostro e que vem em grandes quantidades. Imagino que esse volume aumentado seja para criar os canaizinhos por onde o leite vai descer até o bico do seio, por isso tem de ser um fluxo forte.
Tão forte que entope! Isso mesmo, o famoso ingurgitamento. Que dói e impede o bebê de mamar, além de poder se transformar numa mastite.
Meus peitos ficaram enormes e doloridos, ao passo que a O. mamava e não parecia satisfeita. Até que começou a reclamar...
Por sorte, a avó dela é pediatra e estava ali para me orientar.
Olhei para a O. em meus braços e disse a ela, que já chorava de fome: "Espere um pouquinho, querida, que vamos resolver isso, prometo". Para minha surpresa, ela parou de chorar e ficou quietinha, me olhando, parecia que tinha entendido e confiava na minha promessa. Desnecessário dizer que quem começou a chorar fui eu por ter um bebê tão compreensivo!
Mas voltando à técnica...
Retiramos o excesso de leite, massageando o seio da aréola para trás, e aí o fluxo ficou perfeito, de acordo com as necessidades da O. Sobrava bastante leite e congelamos um pouco.
Depois disso, amamentar virou minha paixão.
Mas caiu uma baita ficha pra mim do porque muitas mulheres desistem de amamentar. É uma técnica a ser aprendida e, como tal, necessita que alguém as ensine... Mas quem?
Os hospitais, principal local onde nascem os bebês, não só não ensinam como atrapalham esse processo. A Unicef e a OMS criaram os 10 passos para o aleitamento materno. Passos simples mas fundamentais nessa aprendizagem. Pois se o bebê não é estimulado corretamente, ele também não auxilia na produção de leite pela mãe, já que a sucção é fundamental. E aí começa o círculo vicioso de pouco fluxo, bebê com fome, complementação com fórmulas para matar a fome da criança que, saciada, vai sugar menos ainda... Sem contar que o bebê nasce com reservas de uns três dias sem precisar se alimentar, pois muitas vezes o colostro não é produzido logo após o nascimento. Só que nos hospitais, as enfermeiras super bem intencionadas e até alguns pediatras vão logo dando fórmulas ou, ainda, glicose para a criança, que já está até perdendo peso! (Todo bebê perde peso após nascer; dizer para uma mãe que seu filho passa fome por que ela não tem leite é o cúmulo!)
Sempre que visito amigas ou parentes em maternidade, constato que vários dos 10 passos não são seguidos. Por que será?
Porque ensinar uma mãe novata, com carinho, dá trabalho. E dificulta a "rotina" hospitalar.
E, definitivamente, esses passos não combinam com o "business" em que se transformaram as maternidades brasileiras, sobretudo as da elite...
Para quem se interessar:
1.Ter uma norma escrita sobre aleitamento
materno, que deverá ser rotineiramente transmitida a
toda a equipe de cuidados de saúde;
2. Treinar toda a equipe de cuidados de saúde, capacitando-
a para implementar esta norma;
3. Informar todas as gestantes sobre as vantagens
e o manejo do aleitamento;
4. Ajudar as mães a iniciar a amamentação na
primeira meia-hora após o parto;
5. Mostrar às mães como amamentar e como
manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas
de seus filhos;
6. Não dar a recém-nascidos nenhum outro alimento
ou bebida além do leite materno, a não ser que
seja indicado pelo médico;
7. Praticar o alojamento conjunto - permitir que as
mães e os bebês permaneçam juntos 24 horas por dia;
8. Encorajar o aleitamento sob livre demanda;
9. Não dar bicos artificiais ou chupetas a crianças
amamentadas ao seio;
10. Encorajar a formação de grupos de apoio à
amamentação para onde as mães devem ser encaminhadas,
logo após a alta do hospital ou do ambulatório.
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Saldo do resfriado
Agora que a meninota melhorou bem, dá pra fazer o balanço geral desta semana insana:
- O. emagreceu pelo menos uns 300 gramas. Perdeu suas lindas bochechinhas. Mas já está recuperando de novo!
- Foi gasto um vidro de soro fisiológico em inalação. Antigamente, o soro era jogado fora por ter ultrapassado a data de validade.
- A mãe está com muitas dores nas costas de tanto carregar bebê no colo. E resultado do sedentarismo também...
- O. emagreceu pelo menos uns 300 gramas. Perdeu suas lindas bochechinhas. Mas já está recuperando de novo!
- Foi gasto um vidro de soro fisiológico em inalação. Antigamente, o soro era jogado fora por ter ultrapassado a data de validade.
- A mãe está com muitas dores nas costas de tanto carregar bebê no colo. E resultado do sedentarismo também...
terça-feira, 28 de abril de 2009
Padecendo no Paraíso...
No auge do resfriado da O., ela ficou tão caidinha que não conseguia nem brincar.
Bem, ela não conseguia nem dormir, já que o nariz trancado e o catarro atrapalhavam. Tirava umas sonequinhas breves no bebê conforto e olhe lá! Ainda assim, não perdeu o bom humor. Um anjo de bebê!
Quando estava um pouquinho melhor, mas não conseguia ficar deitada por causa do nariz entupido, eu a coloquei sentadinha em sua cadeirinha Bumbo pra brincar um pouquinho enquanto eu lavava a louça. Então, ouvi o seu já famoso "hã-hã", que significa: "mamãe, apareça" e fui correndo, certa de que estava engasgada ou algo assim. Apareci na porta da sala e ela já estava olhando naquela direção, me esperando. Ao me ver, deu um sorriso para mim e voltou a brincar, sem pedir que eu a tirasse dali ou ficasse com ela. Só queria se certificar de que eu estava por perto.
Acho que poucas vezes senti uma alegria tão grande. O fato dela estar brincando novamente me deixou radiante, e seu sorriso derreteu meu coração. Após tanto susto com o resfriado e tantas noites em claro, isso é que eu chamo de padecer no Paraíso!
Bem, ela não conseguia nem dormir, já que o nariz trancado e o catarro atrapalhavam. Tirava umas sonequinhas breves no bebê conforto e olhe lá! Ainda assim, não perdeu o bom humor. Um anjo de bebê!
Quando estava um pouquinho melhor, mas não conseguia ficar deitada por causa do nariz entupido, eu a coloquei sentadinha em sua cadeirinha Bumbo pra brincar um pouquinho enquanto eu lavava a louça. Então, ouvi o seu já famoso "hã-hã", que significa: "mamãe, apareça" e fui correndo, certa de que estava engasgada ou algo assim. Apareci na porta da sala e ela já estava olhando naquela direção, me esperando. Ao me ver, deu um sorriso para mim e voltou a brincar, sem pedir que eu a tirasse dali ou ficasse com ela. Só queria se certificar de que eu estava por perto.
Acho que poucas vezes senti uma alegria tão grande. O fato dela estar brincando novamente me deixou radiante, e seu sorriso derreteu meu coração. Após tanto susto com o resfriado e tantas noites em claro, isso é que eu chamo de padecer no Paraíso!
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domingo, 26 de abril de 2009
Chupeta ou dedo?
Para mim, não foi necessariamente uma surpresa: já sabia que era comum pais novatos sofrerem com a enxurrada de palpites, vindos de pessoas próximas ou nem tanto, sobre a forma de criar os filhos... todos se sentem no direito de dizer o que é certo ou errado sobre este assunto, sempre com a melhor das intenções!
No entanto, o que me surpreendeu foi o quanto incomoda uma criança chupar o dedo, hábito que a O. cultiva com fervor desde os dois meses de idade.
Desde nova eu escuto comentários sobre o quanto é prejudicial chupar dedo: que atrasa a fala, que estraga os dentes, que é feio...
Atualmente, os pediatras já não falam mais sobre os problemas oriundos desta conduta, ao contrário. Há uma corrente totalmente à favor dela, baseada no fato de que é um modo de auto consolo da criança, mais saudável que a chupeta. O reflexo de sugar é algo inato no ser humano e sugar o dedo é uma maneira da criança se acalmar sozinha, seu primeiro ato de independência em relação ao adulto responsável por ela. Já a chupeta não pode ser acessada por ela quando bem entende e muitas vezes é utilizada pelos adultos como forma de controlar a criança, calando sua voz quando melhor lhes convém. Abuso de poder!
Pessoalmente, detesto chupeta. Nos bebês pequenos cobre praticamente metade do rosto. Nos maiorzinhos, deixa-os com cara de bobos, chorões... Além desta questão estética, que estranha mania esta de enfiar um pedaço de borracha na boca de um bebê!
Assim que sua percepção sobre o ambiente começou a se desenvolver, a O., como qualquer criança saudável, aprendeu a manifestar seu desagrado. Sobretudo o sono e o cansaço eram sensações que a incomodavam demais, e até ela aprender que a maneira de combatê-las era dormindo, algumas noites foram bastante ruidosas aqui em casa. Ela chorava até dormir, exausta. Nesses dias, relutamos em oferecer-lhe uma chupeta, até porque o próprio fabricante deste artefato não recomenda que seja apresentado à criança até os três meses de idade, já que interfere na consolidação do aleitamento materno, pois causa uma confusão sobre o modo de sugar o seio.
Numa noite em que ela estava chorando bastante e nossa paciência já tinha ido pro beleléu, resolvemos parar de remar contra a corrente que prega o uso da chupeta (e contra todos os palpiteiros de plantão que achavam uma maldade não dar uma para a menina) e adquirir a nossa.
Enquanto o bebê chorava no colo do pai, fui caminhando até a farmácia no passo mais lento que pude, tanto para aproveitar o momento de sossego para meus ouvidos, como para dar tempo de, quem sabe, evitar o uso da chupeta naquela noite.
Escolhi um modelo adequado para idade dela e voltei pra casa. Me surpreendi com o preço da peça: custa 3x o valor de uma bolsa de água quente pequena, por exemplo... No caminho, ia mentalmente desejando que a O. já estivesse dormindo quando eu chegasse, apesar de estar cética quando a isso.
Já no hall do elevador, meu coração bateu um pouco mais apressado: o silêncio reinava em casa! Então, era possível que meu desejo havia sido atendido, que ganharíamos mais uma noite para evitar o uso do objeto odiado! Fomos dormir bastante satisfeitos, nos achando os maiorais!
No dia seguinte, outro momento "chorar-até-dormir" e resolvemos ver se a chupeta poderia ser uma saída, já que esta conduta da O. estava nos preocupando bastante. Oferecemos a chupeta e... nada! Ela não só detestou como chorava a cada vez que tentávamos empurrar o troço na boquinha dela! Não era isso que ela queria, essa não era a solução!
Alguns dias depois, ela adquiriu o controle das mãos e aí então percebemos o que ela tanto queria: chupar o seu dedinho... Quando conseguiu, passou a dormir mais rápido e mais feliz.
Ficamos radiantes, a paz voltava ao nosso lar!
Até aparecer um chato pra criticar o novo hábito da nossa menininha, calminha com seu dedo na boca. Como o prazer incomoda!
Desde então, tenho exercitado um belo sorriso amarelo para mostrar aos pentelhos que gostam de dizer que nossa pequena não deveria chupar o dedo.
Já que não dá pra discutir, a melhor política é fingir que não ouviu!
Fazer o quê, né...
No entanto, o que me surpreendeu foi o quanto incomoda uma criança chupar o dedo, hábito que a O. cultiva com fervor desde os dois meses de idade.
Desde nova eu escuto comentários sobre o quanto é prejudicial chupar dedo: que atrasa a fala, que estraga os dentes, que é feio...
Atualmente, os pediatras já não falam mais sobre os problemas oriundos desta conduta, ao contrário. Há uma corrente totalmente à favor dela, baseada no fato de que é um modo de auto consolo da criança, mais saudável que a chupeta. O reflexo de sugar é algo inato no ser humano e sugar o dedo é uma maneira da criança se acalmar sozinha, seu primeiro ato de independência em relação ao adulto responsável por ela. Já a chupeta não pode ser acessada por ela quando bem entende e muitas vezes é utilizada pelos adultos como forma de controlar a criança, calando sua voz quando melhor lhes convém. Abuso de poder!
Pessoalmente, detesto chupeta. Nos bebês pequenos cobre praticamente metade do rosto. Nos maiorzinhos, deixa-os com cara de bobos, chorões... Além desta questão estética, que estranha mania esta de enfiar um pedaço de borracha na boca de um bebê!
Assim que sua percepção sobre o ambiente começou a se desenvolver, a O., como qualquer criança saudável, aprendeu a manifestar seu desagrado. Sobretudo o sono e o cansaço eram sensações que a incomodavam demais, e até ela aprender que a maneira de combatê-las era dormindo, algumas noites foram bastante ruidosas aqui em casa. Ela chorava até dormir, exausta. Nesses dias, relutamos em oferecer-lhe uma chupeta, até porque o próprio fabricante deste artefato não recomenda que seja apresentado à criança até os três meses de idade, já que interfere na consolidação do aleitamento materno, pois causa uma confusão sobre o modo de sugar o seio.
Numa noite em que ela estava chorando bastante e nossa paciência já tinha ido pro beleléu, resolvemos parar de remar contra a corrente que prega o uso da chupeta (e contra todos os palpiteiros de plantão que achavam uma maldade não dar uma para a menina) e adquirir a nossa.
Enquanto o bebê chorava no colo do pai, fui caminhando até a farmácia no passo mais lento que pude, tanto para aproveitar o momento de sossego para meus ouvidos, como para dar tempo de, quem sabe, evitar o uso da chupeta naquela noite.
Escolhi um modelo adequado para idade dela e voltei pra casa. Me surpreendi com o preço da peça: custa 3x o valor de uma bolsa de água quente pequena, por exemplo... No caminho, ia mentalmente desejando que a O. já estivesse dormindo quando eu chegasse, apesar de estar cética quando a isso.
Já no hall do elevador, meu coração bateu um pouco mais apressado: o silêncio reinava em casa! Então, era possível que meu desejo havia sido atendido, que ganharíamos mais uma noite para evitar o uso do objeto odiado! Fomos dormir bastante satisfeitos, nos achando os maiorais!
No dia seguinte, outro momento "chorar-até-dormir" e resolvemos ver se a chupeta poderia ser uma saída, já que esta conduta da O. estava nos preocupando bastante. Oferecemos a chupeta e... nada! Ela não só detestou como chorava a cada vez que tentávamos empurrar o troço na boquinha dela! Não era isso que ela queria, essa não era a solução!
Alguns dias depois, ela adquiriu o controle das mãos e aí então percebemos o que ela tanto queria: chupar o seu dedinho... Quando conseguiu, passou a dormir mais rápido e mais feliz.
Ficamos radiantes, a paz voltava ao nosso lar!
Até aparecer um chato pra criticar o novo hábito da nossa menininha, calminha com seu dedo na boca. Como o prazer incomoda!
Desde então, tenho exercitado um belo sorriso amarelo para mostrar aos pentelhos que gostam de dizer que nossa pequena não deveria chupar o dedo.
Já que não dá pra discutir, a melhor política é fingir que não ouviu!
Fazer o quê, né...
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
F.A.Q.
1. Qual o assunto deste blog?
Verbalizar os pensamentos e sensações deste período da vida em que estou aprendendo a ser mãe. Quem sabe assim consigo me concentrar na tese quando estou trabalhando nela...
2. Por que um blog?
Porque passo o dia todo apenas com a O. em casa e, embora ela seja muito comunicativa, ainda não é lá uma grande interlocutora! E neste isolamento surge tanto assunto que é preciso dar vazão, sinto a cabeça cheia... Além disso, os amigos já estavam ficando cansados de tanta amolação no msn!
3. Por que este título?
Porque em matéria de mãe me sinto como uma menininha... e esse apelido foi M. quem me deu!
4. O blog não vai ocupar tempo da tese?
Definitivamente, não! Vai roubar tempo gasto em listas de discussão, jornal, horóscopo... A tese se beneficia pois terá uma válvula de escape. É assim não será tão solitário escrever o trabalho acadêmico...
5. O blog não vai atrapalhar os cuidados com a filha?
Claro que não! Enquanto ela brinca, ou dorme, eu escrevo!
6. A O. vai gostar de ser exposta na internet?
Ah, sei lá... espero que ela receba este blog como uma caixinha de recordações de seus primeiros dias, como a que minha mãe me deu quando me tornei mãe. Mas não descarto a hipótese de que ela morra de vergonha se suas amiguinhas descobrirem!
7. Você se queixa tanto de falta de tempo, onde encontrará tempo pra atualizar o blog?
Esse é o grande mistério que só as mães descobrem! Não conto!
Verbalizar os pensamentos e sensações deste período da vida em que estou aprendendo a ser mãe. Quem sabe assim consigo me concentrar na tese quando estou trabalhando nela...
2. Por que um blog?
Porque passo o dia todo apenas com a O. em casa e, embora ela seja muito comunicativa, ainda não é lá uma grande interlocutora! E neste isolamento surge tanto assunto que é preciso dar vazão, sinto a cabeça cheia... Além disso, os amigos já estavam ficando cansados de tanta amolação no msn!
3. Por que este título?
Porque em matéria de mãe me sinto como uma menininha... e esse apelido foi M. quem me deu!
4. O blog não vai ocupar tempo da tese?
Definitivamente, não! Vai roubar tempo gasto em listas de discussão, jornal, horóscopo... A tese se beneficia pois terá uma válvula de escape. É assim não será tão solitário escrever o trabalho acadêmico...
5. O blog não vai atrapalhar os cuidados com a filha?
Claro que não! Enquanto ela brinca, ou dorme, eu escrevo!
6. A O. vai gostar de ser exposta na internet?
Ah, sei lá... espero que ela receba este blog como uma caixinha de recordações de seus primeiros dias, como a que minha mãe me deu quando me tornei mãe. Mas não descarto a hipótese de que ela morra de vergonha se suas amiguinhas descobrirem!
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Esse é o grande mistério que só as mães descobrem! Não conto!
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Resfriado
Alguma coisa me dizia que tínhamos de terminar o feriado mais cedo. Racionalmente essa sensação se devia ao medo do congestionamento na volta à cidade, mas o fato é que tínhamos de estar em casa antes... A coriza da O. não era efeito da maresia apenas, pois ela estava engasgando nas mamadas, espirrando bastante e tinha os olhinhos vermelhos. Dormiu toda a viagem de retorno, mas chegando em casa não conseguia respirar:seu minúsculo narizinho estava trancado...
Ver sua filha com dificuldade de respirar é bastante perturbador. Dormir, só na vertical. Ao deitar-se acorda imediatamente. Embora seja só um resfriadinho, as coisas se complicam já que, com cinco meses, um bebê ainda não sabe assoar seu próprio nariz. E dá-lhe soro fisiológico pra lavar as narinas, inalação até chateá-la e colo, muito colinho pra melhorar logo!
Depois dessa maratona, estamos quebrados. E tenho o meu nariz escorrendo!
Ver sua filha com dificuldade de respirar é bastante perturbador. Dormir, só na vertical. Ao deitar-se acorda imediatamente. Embora seja só um resfriadinho, as coisas se complicam já que, com cinco meses, um bebê ainda não sabe assoar seu próprio nariz. E dá-lhe soro fisiológico pra lavar as narinas, inalação até chateá-la e colo, muito colinho pra melhorar logo!
Depois dessa maratona, estamos quebrados. E tenho o meu nariz escorrendo!
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Sem dormir...
... ou quase isso...
Desisti de tentar dormir pela manhã! Resolvi usar esse período pra produzir um pouco.
A O. tem me tirado da cama antes das 6h da matina e só volta a dormir uma hora depois, ou mais. Muitas vezes, só depois de um passeio pela rua, que ela já tem suas vontades...
Por isso, nem sempre consigo conciliar o sono ao voltar pra cama: a cabeça fica martelando sobre o tempo que está correndo.
Para minha surpresa, descobri que consigo trabalhar bem nesse horário e acho que esse talvez seja o pulo do gato para evitar atraso no cronograma.
Deixo o sono pro fim-de-semana, quando o M. tá louquinho pra curtir a filhota!
Que, diga-se de passagem, fez 5 meses no último domingo de Páscoa!
Desisti de tentar dormir pela manhã! Resolvi usar esse período pra produzir um pouco.
A O. tem me tirado da cama antes das 6h da matina e só volta a dormir uma hora depois, ou mais. Muitas vezes, só depois de um passeio pela rua, que ela já tem suas vontades...
Por isso, nem sempre consigo conciliar o sono ao voltar pra cama: a cabeça fica martelando sobre o tempo que está correndo.
Para minha surpresa, descobri que consigo trabalhar bem nesse horário e acho que esse talvez seja o pulo do gato para evitar atraso no cronograma.
Deixo o sono pro fim-de-semana, quando o M. tá louquinho pra curtir a filhota!
Que, diga-se de passagem, fez 5 meses no último domingo de Páscoa!
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